quinta-feira, 21 de abril de 2016

Demolition


Olá!
Ontem tive a oportunidade de ir ver a antestreia do filme Demolition (Demolição em português) e não podia deixar de vir partilhar convosco a minha opinião sobre o filme.

Hi!
Yesterday I had the chance to go to the premiere of Demolition and I thought I would share with you what I thought of the movie.


Demolition, realizado por Jean-Marc Vallée, conta como é que Davis (Jake Gyllenhaal) reage após perder a sua mulher num acidente de carro, no qual ele também esteve envolvido.
Após ficar com um pacote de M&M's presos numa máquina que está no Hospital, começa a escrever uma série de cartas para a empresa da máquina de modo a prestar a reclamação, mas não sabia que o resultado teria mais impacto na sua vida do que era suposto. Usa essas cartas para desabafar sobre o que vai acontecendo e sentido e ao longo da sua escrita vai-se apercebendo que se tornou um homem muito mais atento ao que o rodeia.
Do outro lado está Karen (Naomi Watts) que decidi telefonar-lhe, pois percebe que a sua escrita revela alguém que não está bem.
Eventualmente acabam por se encontrar e desenvolvem uma relação que ajuda ambos a ultrapassar os problemas que tenham.

Sem revelar muito mais da história, digo-vos que esta demolição a que o título se remete tem duas vertentes: uma muito mais psicológica e outra mais física que se torna cada vez mais fortes. Estes dois aspectos coabitam durante todo o filme.
É uma comédia dramática, mas nenhum dos géneros se mostra em escalas grandes. O drama e o riso aparecem em pequenos pontos e, na maior parte das vezes, de forma subtil, sendo que não é uma comédia para estar a rir às gargalhadas do princípio ao fim.
Penso, sobretudo, que é um filme sobre a mente humana. Mostra-nos que nem tudo o que parece é e que pode bastar um momento, tal como a morte de alguém que conhecemos, para mudarmos ou passarmos a ver as coisas de outra forma, seja o mundo ou a nossa relação que temos com as pessoas.
É constituído por uma banda sonora excelente que nos vai dando vontade de bater o pé ou abanar a cabeça durante o filme.
Quanto a actores, penso que todos têm uma interpretação fantástica. Jake Gyllenhaal consegue, em 101 minutos, fazer de quase louco e de pessoa, vá, normal várias vezes sem nunca parecer forçado ou exagerado. Penso que tudo tem o seu tempo e aparece devidamente.
Não posso deixar de referir a excelente interpretação de Judah Lewis, que faz de Chris o filho de Karen. Nunca o tinha visto num filme (também não tem uma carreira assim tão longa), mas já sei que vou ter de ficar de olho nele, porque foi excelente e é também uma peça vital do filme.
A cinematografia é bastante real, pois acompanha as personagens e os seus passos. Gostei também de algumas sequências de imagens que surgem de vez em quando e que ajudam a criar tensão.

Não sei se têm grande interesse neste tipo de filme ou história, mas aconselho-vos vivamente a tirarem um bocadinho do vosso fim-de-semana para irem ver Demolition. E, acreditem, quando parece que o filme já não tem mais para dar, há sempre alguma coisa que nos deixa de queixo caído e que desencadeia mais uma série de acontecimentos.
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Demolition, directed by Jean-Marc Vallée, tells how Davis (Jake Gyllenhaal) reacts after loosing his wife in a car crash in which he was also involved.
After seeing a M&M's packet getting stuck in a vending machine at the Hospital he starts writting a serie of letters to the machine's company asking for a refound, but he did not knew how it would affect his life in ways that were not supposed to. He uses those letters to talk about his life and what he feels and while he writes he understands that he became a man that notices things much more that before.
In the other side, Karen (Naomi Watts) decided to call him because she understands that his writing reveals someone that is not well.
Eventually they meet and they begin a relationship that helps both of them getting through what they're feeling.

Without telling much of the story, I tell you that the demolition to which the title refers has to sides: one more psychological and another that is physical and that grows through out the movie. This two aspects are together during the entire movie.
It is a romantic comedy but neith of the genre are shown in huge scales. The drama and the laughter show up in small points and, most of the time, in a subtle way so it is not a comedy to laugh from beggining to end.
I mostly think that it is a movie about the human mind. It shows that not everything that looks is and it only takes a moment, like the death of someone we know, to make us see the world or people that we know in a different way.
It has an excellent soundtrack that make us swing our foot or shake our head during the movie.
Regarding the actors I think that they all did an amazing interpretation. Jake Gyllenhaal can, in 101 minutes, be a almost crazy man and be a, let's say, normal person so many times and it never looks forced or exagerated. I think that all has it's time and shows up like it should.
I need to talk about the excellent job that Judah Lewis (he plays Chris, Karen's son) made. I did not knew him, since he has not done that many movies, but I already know I need to have an eye on him because he was amazing and his character was also a crucial piece in the movie.
The cinematography is realistic since it follows the steps if the characters. I also like some image sequencies that appear now and then and that help to create tension.

I don't know if you have any interest in this type of movie or story but I really think you should take a bit of time of your weekend to go watch this movie. And, believe me, when it looks like that the movie has nothing else to give there is always something that makes our shin drop and that leads to another chain of events.




Lena ♥





© Helena Pereira, Demolition, 2016 All Rights Reserved.

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