segunda-feira, 5 de março de 2018

Oscars 2018


Olá!
Como penso que todos sabem, ontem foi dia da 90ª cerimónia dos Prémios da Academia, conhecidos como Oscars.
Sendo que acompanhei a cerimónia e vi bastantes dos filmes nomeados, vim dizer-vos o que achei da cerimónia, dos vencedores e dos vencidos.

awardcircuit.com
A cerimónia começou com o tradicional monólogo do apresentador que, pelo segundo ano consecutivo foi Jimmy Kimmel.
As piadas em relação ao engano na entrega de Oscar de Melhor Filme no ano passado não ficaram de fora e foram desde logo postas em cima da mesas. Todas as piadas apareceram no momento certo e não forçaram demais os assuntos a que se referiam. Não houve sequer menção a Trump, o que me parece uma óptima decisão. Uma das minhas piadas favoritas foi quando Kimmel disse que Timothée Chalamet, que tem o papel principal em Call Me By Your Name, estava a faltar à Patrulha Pata para ali estar. Loved it!
Um dos momentos altos foi, sem dúvida, quando Kimmel e vários actores presentes no Dolby Theater, como Armie Hammer, Gal Gadot, Margot Robbie, entre outros, e até o próprio Guillermo del Toro, se dirigiram a uma sala de cinema no outro lado da rua e surpreenderam uma sala cheia de espectadores. Foi lindo ver como aquelas pessoas ficaram felizes e receberam doces e até cachorros quentes, a partir de um hot dog cannon, sendo que um até teve oportunidade de apresentar a categoria seguinte.

Getty Images.

A nível de vencedores, as surpresas foram muito poucas, sendo que praticamente tudo o que se tinha dito até aqui sobre quem seriam os possíveis galardoados se concretizou.

Nas categorias ditas técnicas, Dunkirk saiu com três estatuetas pelas categorias de Edição de Som, Mistura de Som e Edição de Imagem, tendo merecido efectivamente estes prémios, pois a imagem e o som são, sem sombra para dúvidas, as personagens principal deste filme.
A categoria de Design de Figurinos ficou entregue a Phantom Thread e embora eu torcesse pelo Beauty and The Beast, fiquei feliz, porque é um prémio que se enquadra perfeitamente na história do filme.
Blade Runner 2049 arrecadou os prémios de Efeitos Visuais e de Cinematografia, sendo que este segundo foi um pouco uma surpresa, pois estava em corrida com filmes como The Shape of Water e Dunkirk, mas sem dúvida que foi merecido.
Darkest Hour venceu a estatueta para Melhor Caracterização, um prémio justíssimo, pois Gary Oldman passou verdadeiramente a ser Winston Churchill.

Nas categorias de documentários, que eu não posso avaliar, pois não vi nenhum dos nomeados, os vencedores foram Icarus, um documentário da Netflix que fala sobre o dopping na Rússia, e Heaven is a Traffic Jam on the 405, na categoria de documentário curta-metragem.

A Fantastic Woman, um filme chileno, venceu o prémio de Melhor Filme Estrangeiro, o que foi uma das grandes surpresas da noite.
O prémio de curta live action foi para The Silent Child, que tem como principal protagonista uma menina muda. Esta vitória proporcionou um dos discursos mais emocionados, com direito a tradução, digamos assim, em linguagem gestual. Fiquei com muito interesse em ver esta curta.

À esquerda: Lee Ukrich e Darla K. Anderson, vencedores por Coco.
À direita: Koby Bryant e Glen Keane, vencedores por Dear Basketball.
Getty Images.

Getty Images.
Nas categorias de animação, Dear Basketball venceu por melhor curta animada e eu tenho imensa pena de ainda não a ter conseguido ver e espero que fique disponível muito brevemente.
Coco venceu por Melhor Filme de Animação e também por Melhor Música Original com Remember Me. Um vencedor que já era previsível, tanto numa categoria como noutra.

À esquerda: James Ivory, vencedor do prémio de melhor argumento adaptado.
À direita: Jordan Peele, vencedor de melhor argumento original.
Getty Images.
Como vencedor de Melhor Argumento Adaptado temos Call Me By Your Name, cuja adaptação ficou a cargo de James Ivory que se tornou, assim, o vencedor mais velho de um Oscar. E há que referir que o senhor tinha uma indumentária belíssima, com um desenho de Timothée Chalamet na sua camisa. Adorei.
Já Jordan Peele venceu por Melhor Argumento Original, pelo trabalho em Get Out, e trouxe mais uma surpresa à noite, pois quase toda a gente pensava que este seria um prémio a ser entregue a The Shape of Water ou Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Este foi um dos filmes que não vi, pois não gosto de filmes de terror, por isso não posso dizer se acho bem ou mal entregue.

Da esquerda para a direita: Sam Rockwell, Frances McDormand, Allison Janey e Gary Oldman.
Getty Images.
A nível de actores vencedores não houve qualquer surpresa.
Sam Rockwell venceu na categoria de Melhor Actor Secundário pelo seu extraordinário papel em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Allison Janey foi considerada a Melhor Actriz Secundária por interpretar uma mãe horrível e real em I, Tonya, sendo este o único prémio do filme.
Gary Oldman venceu como Melhor Actor por, em Darkest Hour, encarnar Winston Churchill, que pareceu ganhar vida novamente. Este é um dos prémios mais contestados, pois o actor foi, no ano passado, acusado de violência doméstica. Fora isso tudo, acho que foi extremamente merecido.
Frances McDormand fez o discurso da noite ao receber o prémio para Melhor Actriz pelo seu papel em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Estava completamente feliz por esta distinção e fez um discurso que pendeu para o lado da igualdade, tendo até pedido a todas as colegas nomeadas, em qualquer uma das categorias, que se levantasse de modo a receberem o aplauso que tanto merecem. Foi bonito e emotivo e trouxe à baila um conceito que poucos conheciam: Inclusion Rider, que parece ser algo estipulado nos contratos que diz que qualquer elementos de uma produção cinematográfica pode exigir que haja mais diversidade, seja a nível de género, nacionalidade ou cor de pele.

Elenco e equipa de The Shape of Water.
Getty Images.


Guillermo del Toro.
Getty Images.
Por fim, The Shape of Water arrecadou quatro estatuetas douradas nas categorias de Melhor Banda Sonora, Design de Produção, Realizador e, o dito prémio mais importante da noite, Melhor Filme, sendo que este estava ainda incerto, por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri ter também arrecadado este prémio noutras cerimónias.
Sem dúvida que foi bom a Academia dar este valor a um filme de Fantasia, que é um género que normalmente costuma estar afastado nesta cerimónia.
O filme de Del Toro tinha um total de 13 nomeações e arrecadou estas 4, o que faz dele o filme com mais prémios recebidos, embora eu considere que tenha um pouco de derrotado, porque é um valor muito inferior ao de nomeações.

Em cima, da esquerda para a direita: Armie Hammer e Emma Stone.
Em baixo, da esquerda para a direita: Emily Blunt e Timothée Chalamet.
Getty Images.

Para finalizar o post, falo-vos um bocadinho sobre os meus outfits favoritos. Não foram muitos, pois penso que, na época em que estamos e com tudo o que há para explorar, há que arriscar mais. Achei que muitos dos vestido não eram tão originais assim e acabei a escolher muito poucos.
Armie Hammer e Timothée Chalamet deixaram o preto de lado e eu gosto quando assim é, pois os homens acabam todos muito iguais e é bom ver que há quem queira sair da rotina. Emma Stone apostou na seda e levou calças e casaco, um look ao qual já nos habituou e que resulta muito bem com ela. Emily Blunt, apesar de achar um pouco estranho a renda em volta do peito, levou um dos vestidos que mais gostei; adoro a cor e fica-lhe muito bem.

Em cima, da esquerda para a direita: Octavia Spencer, Sally Hawkins e Gal Gadot.
Em baixo, da esquerda para a direira: Zendaya e Rita Moreno.

Sally Hawkins e Octavia Spencer brilharam juntas e até acho que os vestido se complementam um ao outro e mostram as duas grandes tendências da noite: vestidos de cor única e vestido repletos de brilho. Na mesma onda, Gal Gadot usou um vestido repleto de influências e capaz de nos transportar aos vários cantos do mundo e a várias épocas; um dos meus favoritos. Zendaya teve uma breve aparência para anunciar a música nomeada This is Me do filme The Greatest Showman, mas deixou-me logo a suspirar pelo vestido; a cor é linda e fica muito bem no seu tom de pele; um dos mais bonitos da noite. E Rita Moreno, que se juntou aos vários galardoados para apresentar categorias, usou o mesmo vestido que tinha em 1962 quando venceu o prémio de melhor actriz secundária pelo filme West Side Story; adorei a ideia e o vestido é realmente bonito.

Em cima, da esquerda para a direira: Whoopi Goldberg e Greta Gerwig.
Em baixo, da esquerda para a direita: Viola Davis e Kelly Marie Tran.

Whoopi Goldberg foi das poucas pessoas a apostar num padrão e eu adoro o vestido; já nos acostumou a looks com saias gigantes e adoro que lhe tenha dado um pouco de cor. Greta Gerwig fez-me gostar da cor que menos gosto, o amarelo; o vestido é lindo, com os tais brilhantes muito usados, e fica-lhe extremamente bem. Viola Davis aposta sempre em vestido lisos mas com cores absolutamente vibrantes; ontem não fugir à regra e usou um cor-de-rosa fluorescente e eu adoro a vida que ela dá às passadeiras vermelhas. Por último, Kelly Marie Tran, que subiu ao palco com colegas de Star Wars, incluindo o pequeno BB-8, usou um vestido com uma cor linda que combinou com algumas pedras no decote, que até acaba por ser a parte que menos gosto, mas o resultado final é belíssimo e sofisticado.


Acompanharam a 90ª Cerimónia dos Oscars? Ficaram satisfeitos com todos os vencedores e queriam que outros actores/filmes tivessem recebido a estatueta dourada?
E quanto aos looks da passadeira vermelha, qual a vossa opinião?

Vemo-nos no próximo ano com mais filmes e mais posts sobre os mesmos!


Lena ♥




© Helena Pereira, Oscars 2018, 2018 All Rights Reserved.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Thank you for passing by and commenting on my blog!
I answer when I see the comments.
xx